sábado, novembro 04, 2017

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Uma leitora lia, de pé, o novo livro de Gastão Cruz, "Existência". Foi na linha verde do metropolitano.

Em tempos de canícula extemporânea, a poesia ajuda a refrescar os espíritos.

quinta-feira, outubro 05, 2017

VIVA A REPÚBLICA!

Obrigado a todos os que tornaram e tornam a República possível, a 4 de Outubro de 1910, 5 de Outubro de 1910, 6 de Outubro de 1910 e em todos os dias que se seguiram.


quarta-feira, setembro 27, 2017

quarta-feira, agosto 30, 2017

sexta-feira, agosto 25, 2017

Il n'y a que deux choses sur lesquelles on n'ait pas encore trouvé les moyens d'être hypocrite : amuser quelqu'un dans la conversation, et gagner une bataille.

(Stendhal, "Lucien Leuwen")

terça-feira, agosto 08, 2017

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Na linha verde do metropolitano, um leitor lia "A Montanha Mágica", de Thomas Mann. Leitura de férias?

Aproveito para comunicar aos leitores que o umblogsobrekleist não irá de férias. Estes longos silêncios intercalados por efusões verbais esporádicas e gratuitas irão prolongar-se pelo mês de Agosto e até à ansiada rentrée.

quarta-feira, julho 19, 2017

LEITURAS EM LUGARES PÚBLICOS

Na linha verde do metropolitano, no meio de um aglomerado denso de consultadores compulsivos de telemóveis, uma leitora lia "Os Irmãos Karamazovs".

Não quero ser preconceituoso. Admito que alguns deles estivessem a ler clássicos russos nos seus ecrãs minúsculos. Mas tenho as minhas dúvidas.

sexta-feira, julho 14, 2017

14 do 7

Detesto a violência, mas não acredito que o progresso social e a conquista dos direitos humanos possam, historicamente, ser alcançados apenas por meio do consenso entre pessoas de bem e por meio de evoluções graduais e pacíficas. Edmund Burke acreditava nisso; muitos dos seus seguidores hodiernos, menos subtilmente mas mais insidiosamente, também acreditam. Gostaria que as rupturas que fizeram da história europeia do século XIX um tortuoso caminho em direcção a um mundo um pouco mais suportável tivessem ocorrido sem derramamento de sangue. Nem sempre é verdade que "só a violência ajuda onde a violência impera" (Brecht), mas frequentemente é assim. Viva o 14 de Julho!

"La Marseillaise" (Jean Renoir, 1938). Retirado daqui.

terça-feira, junho 20, 2017

Viver uma vida é também, ou sobretudo, gerir este desejo de validação e aprovação alheia que nos acompanha, mais ou menos domesticado, do princípio ao fim.

terça-feira, abril 25, 2017

25 4 1974

25 de Abril, sempre. Sem relativizações, sem referências mais ou menos manhosas a outras datas, sem "Ah, pois é, mas...", sem trocadilhos tendenciosos ("evolução/revolução"), sem mais nada. Apenas uma janela aberta de repente a separar o antes e o depois.

(Imagem retirada daqui.)


domingo, janeiro 15, 2017

Da exposição "Tentativa de Esgotamento" (2015-16), Daniel Blaufuks
Houve um dia em que o mundo tentou entrar, quando um empreiteiro bateu à porta e avisou de que o proprietário gostaria de trocar a janela por uma moderna com vidros grandes que deixariam entrar mais luz e menos frio e com a qual eu seria muito mais feliz. Ainda ele falava e já eu tinha fechado a porta.

(Daniel Blaufuks, texto de apresentação da exposição "Tentativa de esgotamento")

quarta-feira, janeiro 04, 2017

domingo, janeiro 01, 2017

Passam as horas violentas, do repúdio e do desassossego e passam igualmente as higiénicas, da acomodação. Passam também as de crítica, praticamente inútil. Passa tudo e volta tudo.

(Irene Lisboa, "Solidão")